terça-feira, 21 de abril de 2009

Poesia ou música?


Eu gosto de poesia, até me aventuro a escrever algumas. O que eu acho mais interessante nelas é a capacidade de transmitir um sentimento ou sensação através de palavras. Participo de comunidade do orkut sobre o assunto. Eu acho que é uma verdadeira obra de arte. Muitos são os poetas que conseguem retratar a sutileza de algumas palavras ao compor uma poesia, mas são poucos os que conseguem atingir o leitor de forma envolvente e, principalmente, estimulante. Digo isso porque após ler cinco ou seis poesias de um artista acabo me desinteressando por se tratar de uma arte que, na minha opinião, deve ter esses dois fatores para se tornar excepcional - tem que envolver e estimular. A estimulação pode ser feita por meio de metáforas ou jogos de palavras que remetam interpretações diversas e inteligentes, nunca vagas! Existem várias formas de torná-la envolvente é escrever o texto com rimas ricas e dinâmicas, como se fosse capaz de "deslizar-se" sobre as palavras. Uma outra forma de envolver, e na minha opinião é a mais difícil porém a mais recompensadora, é musicar a poesia. A música já é um elemento de envolvimento e estímulo natural. Quando escrevo uma poesia não penso em musicar em um primeiro momento, e quando escrevo uma música nem sempre é poética. Mas quando consigo juntar as duas coisas o resultado é prazeroso para mim. E digo que a poesia com a música faz com que duas artes se juntem transformando-se em uma obra artística de valor duplicado. No próximo post irei publicar uma poesia minha que transformei em música.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Disco Solo


Conversando com meu irmão Waldir, grande guitarrista fora de atividade, relembrei várias músicas antigas da época de Carpe Diem, Entre Outros, Relativa, todas bandas que participei, e também as virtuais Zofiagae e Codename, resolvi gravar um disco solo. O que isso quer dizer? Quer dizer que várias músicas que estavam na gaveta e que já fizeram parte dessas bandas citadas acima serão gravadas e logo logo estarão disponíveis para quem quiser ouvir e apreciar um pouco das minhas músicas e experiências musicais. Além de contar comigo (é claro) gravando as vozes, algumas bateras, baixos e guitarras, estou tendo a honra de contar com vários músicos amigos meus nesse disco. São eles, Cid Moraes no baixo, André Cabelo na bateria, Deniel Moraes na bateria e Waldir na guitarra. Vocês podem estranhar dois bateristas, na verdade são três porque eu também estou gravando algumas, mas vou explicar. Como eu tenho a sorte de ter vários amigos músicos ocorre que cada música combina com algum estilo ou pegada de um músico e assim convido ele para gravar. Essa experiência está sendo fantástica para mim que pretendo um dia, se Deus quiser, me tornar produtor musical e estou treinando nesse album. Com o nome Relativa, menção a primeira banda autoral que tive, o disco contará com vários estilos, dentre eles o rock, o reggae, o pop, baladas e até xote. O Macunaíma continua em atividade e é meu projeto principal, estamos trabalhando os arranjos e o objetivo é lançar o disco até o final do ano. Mas paralelamente, estou trabalhando nessas gravações solo para não fazer injustiça a músicas que não merecem permanecer na gaveta. Aguardem!!! Abraços!!!!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Comparação

Para ilustrar melhor o assunto de genialidade, coloco aqui algumas comparações para vocês:

BRIAN MAY X MALMSTEEN

ANDY MCKEE X YAMANDU COSTA

ELIS REGINA X GAL COSTA

Claro que tudo que digo neste blog é opinião minha que serve apenas para mostrar um pouco da minha vida musical.

ANDY MCKEE


YAMANDU COSTA

Genialidade Musical


Há muito tempo atrás, em uma das inúmeras boas aulas de contrabaixo com meu mestre Cid Moraes, conversávamos sobre "gênios" da música - as aspas servem para não termos problemas de interpretação com a concepção da palavra, quando falo gênio eu enalteço o produto final e não as etapas para conseguir chegar a obra prima, isso será assunto para um próximo texto. Além da troca de conhecimento tínhamos verdadeiros diálogos muito produtivos dignos de serem colocados em papel para compartilhar com as pessoas. Falávamos sobre como Freddie Mercury conseguia fazer uma pessoa arrepiar com suas músicas, não só ele mas Brian, Roger e John também. Eu dizia sempre que para tal fato seria necessário muitos anos de estudo e feeling, eu sempre preocupado em aprender cada vez mais. Mas com toda sua simplicidade, Cid me disse qual era a concepção de gênio para ele, dividia-se em dois fatores, estudo e musicalidade. A musicalidade está envolvido com o sentimento que um músico tem com a música, é o que faz uma medolia encaixar perfeitamente em uma harmonia, é o que faz um solo de guitarra fazer qualquer ouvinte ficar admirado. Claro que existem vários maravilhosos músicos que tem apenas um dos dois fatores, por exemplo, em minha opinião, Malmsteen tem muito estudo e técnica mas peca no feeling ás vezes, Yamandu Costa é um excelente violonista mas exagera em sua virtuosidade e velocidade esquecendo as vezes de um dos melhores mandamentos da música - menos é mais. Por outro lado temos músicos maravilhosos que são dotados de musicalidade mas não muito de estudo, por exemplo, Humberto Gesinger, suas frases de baixo tem um feeling que resolve muito bem e até faz com que elas fiquem memoráveis como em Refrão de Bolero, ou a frase de piano de Pra ser Sincero, ou o guitarrista The Edge do U2, suas guitarras já são trademark de suas músicas, sempre voltadas mais para o feeling do que para a técnica. Agora, quando juntamos as duas coisas, temos gênios como Brian May, em Who Wants To Live Forever seu solo é simples e com muito sentimento algo que só pode ser feito por quem tem a genialidade do dois fatores, outro exemplo é em You Don't Fool Me música com batida mais "dance" e que requer uma genialidade típica de May para não parecer um solo que sobre no estilo. Para não parecer bairrista, não vou falar de Freddie Mercury mas de Frank Sinatra, o Jazz que esse gênio fez agrada todas as pessoas. Feeling perfeito mostrado em My Way com técnica vocal apurada fruto de estudo. Os exemplos são muitos e poderia fazer um blog apenas sobre o assunto, temos Elis Regina, Colin Hay, Andy Mckee, Mark Knopler, Jimmi Hendrix, Slash entre outros. Essa é uma discussão muito interessante que pode mudar o estudo de muita gente, como mudou o meu e agradeço ao mestre Cid.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Macunaíma de volta?

Sim galera, estamos voltando com força total, nova formação, saudade de todos e com certeza vamos seguir o caminho que nunca foi esquecido! Aguardem...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Influência, o começo de tudo.

Todo mundo que começa a se interessar por música tem uma banda ou um artista preferido. Assim começamos a conhecer o universo musical. Essas bandas ou artistas mudam de tempo em tempo dependendo da sua idade, músicas que faziam sentido quando eramos jovens não fazem mais quando viramos adultos e aqueles clássicos que nós rejeitávamos passam a fazer parte do nosso repertório. Contudo há sempre uma ou duas bandas que ficam para sempre como nossas influências. No meu caso, duas bandas me iniciaram no mundo das notas musicais, Men at Work e Queen. Essa última, para mim, é a melhor banda de todos os tempos. Ir a um show do Queen ou do Men at Work seriam sonhos. O show do Colin Hay (praticamente o "Man at Work") eu acompanhei em 2004, parecia um menino ganhando um presente que sempre sonhou. O show do Queen achei que seria impossível pois um dos grandes maestros da banda, Mr. Freddie Mercury, morreu em 1991. Entretanto tive uma surpresa muito agradável em 2005 quando Brian May e Roger Taylor, remanescentes do Queen, resolveram juntar-se com Paul Rodger e voltaram a tocar os clássicos do Queen ao vivo. O que eu não esperava era que ele viessem algum dia ao Brasil. Pois esse dia chegou, e no dia 27 de novembro realizei meu sonho de vê-los ao vivo. Foi um show emocionante para nós e para eles também, com mais de 60 anos cada um, vi monstros do rock chorarem de alegria por presenciar tamanho carinho que o Brasil tem pelo Queen. O vídeo que eu posto agora é apenas um trechinho da emoção desse sonho realizado, e o melhor é que estava muito bem acompanhado pelo meu irmão e minha irmã! Momento único. God save the Queen!!!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Formar bandas


Qual a maior dificuldade de formar uma banda? Se me perguntarem eu respondo com uma palavra: personalidade. Todos nós temos nossas preferências e estilos, e conseguir combinar nossas opiniões com outras pessoas é bem difícil. Começando com a definição o estilo da banda, os problemas aparecem. Para mim definir estilo já é problema, eu prefiro falar em tendencias. Acho que isso faz com que a banda nao se torne quadrada e seus integrantes neuróticos. Em uma banda temos que saber o que falar na hora certa, saber ouvir o que o outro está dizendo, entender os pensamentos e objetivos de cada um e respeitar o próximo. Lembrou de alguma coisa parecida com isso? Se você pensou em casamento está começando a entender como eu penso. A banda é um casamento de várias pessoas, é uma escola para a vida, é muito mais do que simplesmente tocar, é fazer parte da vida de cada integrante e ser parte da vida deles. Já tive várias bandas, cada uma com um jeito diferente, com problemas e qualidades diferentes. Nelas eu amadureci e hoje sei respeitar mais o espaço de cada um e ser respeitado também. Fazer parte de uma banda é fazer parte de uma história coletiva com amizade e momentos bons e ruins, como a vida. O que se leva dessa vida é isso, fazer parte da vida de pessoas que você ama.

OBS: Valeu Marconi pela sugestão do tema. Forte abraço amigo!