quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Influência, o começo de tudo.

Todo mundo que começa a se interessar por música tem uma banda ou um artista preferido. Assim começamos a conhecer o universo musical. Essas bandas ou artistas mudam de tempo em tempo dependendo da sua idade, músicas que faziam sentido quando eramos jovens não fazem mais quando viramos adultos e aqueles clássicos que nós rejeitávamos passam a fazer parte do nosso repertório. Contudo há sempre uma ou duas bandas que ficam para sempre como nossas influências. No meu caso, duas bandas me iniciaram no mundo das notas musicais, Men at Work e Queen. Essa última, para mim, é a melhor banda de todos os tempos. Ir a um show do Queen ou do Men at Work seriam sonhos. O show do Colin Hay (praticamente o "Man at Work") eu acompanhei em 2004, parecia um menino ganhando um presente que sempre sonhou. O show do Queen achei que seria impossível pois um dos grandes maestros da banda, Mr. Freddie Mercury, morreu em 1991. Entretanto tive uma surpresa muito agradável em 2005 quando Brian May e Roger Taylor, remanescentes do Queen, resolveram juntar-se com Paul Rodger e voltaram a tocar os clássicos do Queen ao vivo. O que eu não esperava era que ele viessem algum dia ao Brasil. Pois esse dia chegou, e no dia 27 de novembro realizei meu sonho de vê-los ao vivo. Foi um show emocionante para nós e para eles também, com mais de 60 anos cada um, vi monstros do rock chorarem de alegria por presenciar tamanho carinho que o Brasil tem pelo Queen. O vídeo que eu posto agora é apenas um trechinho da emoção desse sonho realizado, e o melhor é que estava muito bem acompanhado pelo meu irmão e minha irmã! Momento único. God save the Queen!!!
video

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Formar bandas


Qual a maior dificuldade de formar uma banda? Se me perguntarem eu respondo com uma palavra: personalidade. Todos nós temos nossas preferências e estilos, e conseguir combinar nossas opiniões com outras pessoas é bem difícil. Começando com a definição o estilo da banda, os problemas aparecem. Para mim definir estilo já é problema, eu prefiro falar em tendencias. Acho que isso faz com que a banda nao se torne quadrada e seus integrantes neuróticos. Em uma banda temos que saber o que falar na hora certa, saber ouvir o que o outro está dizendo, entender os pensamentos e objetivos de cada um e respeitar o próximo. Lembrou de alguma coisa parecida com isso? Se você pensou em casamento está começando a entender como eu penso. A banda é um casamento de várias pessoas, é uma escola para a vida, é muito mais do que simplesmente tocar, é fazer parte da vida de cada integrante e ser parte da vida deles. Já tive várias bandas, cada uma com um jeito diferente, com problemas e qualidades diferentes. Nelas eu amadureci e hoje sei respeitar mais o espaço de cada um e ser respeitado também. Fazer parte de uma banda é fazer parte de uma história coletiva com amizade e momentos bons e ruins, como a vida. O que se leva dessa vida é isso, fazer parte da vida de pessoas que você ama.

OBS: Valeu Marconi pela sugestão do tema. Forte abraço amigo!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Compor músicas?


Meu primeiro texto não poderia ser sobre outra coisa: música. Sou músico e compositor há 10 anos mais ou menos. Lembro até hoje a primeira musica que escrevi, chama-se That Night. Curioso como a gente acaba evoluindo nesse negócio de escrever letras. Enfim, eu queria falar sobre criar música. Para mim, escrever uma letra está totalmente ligado ao momento e situação que o compositor está envolvido. Ela expressa exatamente o que o cara está passando naquele momento. Eu funciono dessa forma, por isso é bem difícil falar em música encomendada. Não que eu não consiga escrever uma música para um filme ou peça teatral, pelo contrário, adoro ter um estímulo ou tema para começar uma música. O fato é: a música me marca no momento da composição e até o minuto final que sua temática é contextualizada com minha vida. Depois de passado esse período, a música vira uma espécie de obra com significado poético e não mais sentimental. Acredito que isso é normal para quem escreve, e isso pode ser justificado em músicas que ficaram famosas, tipo Refrão de Bolero – o Humberto não me parece estar com a Ana. Para concluir, uma vez eu li que o fabuloso Freddie Mercury disse que a música para ele é como um produto que ele cria, consome e já se preocupa em criar outro. Eu acredito muito no que ele disse, mas prefiro encarar a música como obra que pode sim trazer lucro, afinal de contas isso é fruto de um trabalho. Mas compor é muito bom e requer mais transpiração do que inspiração.